Das novidades anunciadas hoje o
Festival de Músicas do Mundo de Sines, apenas uma é considerada verdadeiramente novidade (
Le Trio Joubran), uma vez que
Mama Rosin e
Cheikh Lô já tinham sido avançadas pelo
Festivais de Verão.
CHEIKH LÔ (Senegal) -
22 de Julho (Castelo de Sines)
Nascido em 1955, numa cidade do Burkina Faso junto ao Mali, Lô é senegalês, mas domina toda a cultura musical da África Ocidental e Central. Cantor, guitarrista e compositor de excelência, começou a carreira como percussionista, primeiro em África e depois em França, onde passou alguns anos na década de 80. De volta ao Senegal, editou uma cassete, “Doxademe” (1990), com canções sobre a emigração, mas foi “Ne La Thiass” (1996), produzido por Youssou N’Dour, que fez dele uma estrela. Seguiram-se “Bambay Gueej” (1999), “Lamp Fall” (2005) e “Jamm”, um dos grandes discos de 2010. Na sua voz, o mbalax mais tradicional surge suavizado através de um maior uso acústico e da incorporação de ritmos cubanos, reggae, música brasileira e influências de outras origens.
LE TRIO JOUBRAN (Palestina) -
22 de Julho (Castelo de Sines)
Filhos de uma família palestina com quatro gerações de fabricantes e tocadores de alaúde, Samir, Wissam e Adnan Joubran expandem o potencial deste instrumento, conferindo-lhe em trio novas dimensões de harmonia e sincronização. A história do grupo, de que também faz parte o percussionista Youssef Hbeisch, teve início quando o irmão mais velho, Samir, começou uma carreira a solo, com dois discos gravados, em 1996 e 2001. No terceiro álbum, “Tamaas” (2003), Samir pediu ao irmão Wissam para tocar com ele. O irmão mais novo, Adnan, juntou-se a eles para “Randana”, gravado em 2005, nascimento em disco do primeiro trio de alaúdes conhecido no mundo. Seguiram-se “Majâz” (2007), o disco que os tornou conhecidos do público internacional, “À l’Ombre des Mots” (2009) e “AsFâr” (2011). O repertório do grupo, composto por peças originais e improvisações, funda-se na cultura dos maqâms tradicionais.
MAMA ROSIN (Suíça) -
27 de Julho (Castelo de Sines)
Originário de Genebra, o trio suíço Mama Rosin reinventa o zydeco, estilo de música de dança nascido há dois séculos no seio da comunidade crioula negra do Luisiana. Formado por Cyril Yeterian (acordeão diatónico, voz, guitarra), Robin Girod (guitarra, banjo, “washboard” e voz) e Xavier “Gérard Guilain” Bray (bateria), o grupo funde o rock n’ roll mais enérgico ao manancial de música norte-americana com raízes na cultura de língua francesa. Elegem como grandes influências Amede Ardoin, lendário tocador de concertina dos anos 1920 e 1930, mas também bandas como Velvet Underground, The Clash e White Stripes. Gravaram o primeiro disco, “Tu As Perdu Ton Chemin”, em 2008, e “Brûle Lentement”, em 2009. “Black Robert”, editado também em 2009, acrescentou o jazz e o calypso como ingredientes desta música festiva. Lançam, muito em breve, o seu quarto disco.