Lole Montoya,
Yasmin Levy,
Sa Dingding e
Guadi Galego no
Festival Músicas do Mundo de Sines 2010 LOLE MONTOYA (ESPANHA) 31 de Julho, Castelo de Sines
Lole Montoya é uma das vozes mais importantes da história do flamenco. No seio da dupla que durante anos formou com Manuel Molina (Lole y Manuel), esteve na vanguarda do Novo Flamenco, o movimento que, a partir dos anos 70, abriu novos horizontes para o género mais representativo da música espanhola.
Nascida em Triana, Sevilha, em 1954, numa família de grandes tradições flamencas (o pai era “bailaor” e a mãe era “cantaora” e “bailaora”), Lole Montoya pisou os “tablaos” de maior prestígio desde muito pequena.
Em 1975, Lole e o seu então marido, o guitarrista e compositor Manuel Molina, gravaram um disco de estreia que iria ajudar a transformar a face do flamenco. “Nuevo Día” deu corpo sonoro ao processo de modernização que se operava em Espanha (Franco morre no mesmo ano) e mostrou como o flamenco se podia abrir a novas temáticas poéticas e ao diálogo com outras músicas.
YASMIN LEVY (ISRAEL) 29 de Julho, Castelo de Sines
Yasmin Levy é considerada “uma das melhores cantoras do Médio Oriente” (The Guardian).
Nascida em Jerusalém, em 1975, filha de um profundo conhecedor de 500 anos de repertório da tradição ladina, Yasmin Levy usa a música dos judeus sefarditas da Península Ibérica como base das suas canções desde o seu primeiro álbum, “Romance & Yasmin” (2004).
No seu segundo álbum, "La Judería" (2005), continuou a transformar as canções ladinas, mas começou a fazer experiências com o flamenco (que viria a estudar em Sevilha), num cruzamento entre a pureza e o romantismo da música judaica e a paixão do flamenco que ainda hoje define a sua identidade musical e que viria a merecer a aclamação da crítica internacional, com duas nomeações para os prémios de world music da BBC Radio 3.
SA DINGDING (CHINA) 30 de Julho, Castelo de Sines
Sa Dingding é uma das figuras mais representativas da música chinesa contemporânea atenta às raízes.
Nascida em 1983, no seio de uma família da região da Mongólia Interior, compõe, canta (não só em mandarim, mas também em sânscrito, na língua quase extinta Lagu e numa língua que ela própria inventou) e toca vários instrumentos tradicionais, entre os quais se destaca o “zhen”, cítara chinesa de 25 cordas.
Com mais de dois milhões de álbuns vendidos só no Sudoeste Asiático, Sa Dingding é também uma das raras artistas chinesas com uma carreira internacional, tendo vencido a categoria de melhor artista asiática nos prémios de world music da BBC Radio 3, em 2008, na sequência da edição de “Alive”, o seu primeiro disco com edição mundial.
GUADI GALEGO (GALIZA) 26 de Julho, Centro de Artes de Sines
Guadi Galego é uma das cantautoras em maior destaque na nova geração da música galega.
Estuda música no Conservatório da Coruña e música tradicional em diversos grupos da região, ingressando, em 1997, nos Berrogüetto, banda onde passou 10 anos como cantora e gaiteira e em cujo seio obteve grande reconhecimento internacional, com destaque para uma nomeação para os Grammy latinos em 2002, entre vários galardões europeus, espanhóis e galegos.
Depois de projectos em formações mais reduzidas – Espido e Nordestin@s – lança em 2009 "Benzón", o seu primeiro disco a solo, vencedor do prémio de disco folk do ano nos prémios Opinión da Música. Uma canção extraída do disco, “Madama”, esteve também nomeada para melhor canção galega do ano na XIV edição prémios da Academia de las Artes y las Ciencias de la Música, os mais importantes atribuídos em Espanha.
Cartaz e Informações - Festival Músicas do Mundo - Sines 2010