The Profilers nasceram a preto e branco, talvez sépia, mas são tudo menos cinzentos. Até porque o tempo lhes tem acrescentado uns traços de cor em tons de vermelho e púrpura, aqui e ali.A música que fazem cheira como o interior de um guarda-fatos antigo, sabe a bourbon e a cigarros, tem a textura do sangue que jorra nos filmes do Tarantino e do Robert Rodriguez e a transpira a sensualidade das dançarinas do can can.
E deve soar a muitas coisas, do bom velho rock and roll ao blues, da bossa ao jazz, do indie pop ao cabaret. Se pudéssemos recuar no tempo talvez nos cruzássemos com eles algures na Europa continental dos anos 20, na América dos 40 e 50 ou em Inglaterra nos 60 e 70. Talvez até no futuro, se lá fossemos... ou não. Provavelmente não viveremos o suficiente para vir a saber! São vaidosos mas não pedantes e gostam de sentir o calor do público quanto estão no palco.