Concertos - Reportagem Peter Murphy @ Coliseu dos Recreios- Festivais de Verão 2016
Menu
A+ A A-

Reportagem Peter Murphy @ Coliseu dos Recreios

Review Peter Murphy - Coliseu dos Recreios - Fotos
Loves Me, Loves Me Not foi assim que começou. E a julgar pela casa cheia, todos os presente o amavam.
Gradualmente o Coliseu dos Recreios foi-se vestido de preto e daqueles que viveram os anos 80 ao som de Bauhaus. As primeiras músicas foram um baile de guitarra e bateria, Peter Murphy passeava-se pelo palco iluminado com luzes e fumos.
Tocaram-se temas de um novo álbum, anunciado pelo artista como sendo financiado do seu bolso, a temas de álbuns antigos. Desde Marlene Dietrich's Favorite Poem (1990) e Time Has Nothing To Do With It (1988) ao grande êxito I’ll Fall With Your Knife de 95. Depois da cover de Hurt de Nine Inch Nails, o público pedia Bauhaus, mas Bauhaus não era quem actuava.
Prosseguiu Peter Murphy com Huuvola, uma música com um baixo vincado que ecoava pela sala, à medida que se seguia para Deep Ocean, Vast Sea, acompanhada por reflexos de água no fundo do palco. Deep ocean, vast sea, era ele, de facto. Rodopia pelo palco e começa Idle Flow, retirada de Unshattered de 2004.
Enquanto a banda fica a terminar a primeira parte, ele sai do palco. É o primeiro a sair e o primeiro a voltar para o encore. De guitarra ao peito, começa a A Strange Kind of Love, penetrante e sem bateria. Aqui o público juntou-se à voz fantasmagórica de Peter Murphy para gritar um enorme “to love or to hate”.
Depois de mais uma música assumida de teclado e harmónica, a banda sai - era um segundo encore. Novamente entra pelo palco de guitarra ao peito e ouve-se uma acústica forte, que se faz acompanhar da suave eléctrica de Mark Gemini Thwaite, guitarrista de inúmeras bandas como Tricky e The Mission. Segue-se a enorme Cuts You Up e mais uma música do novo álbum em que Peter domina o solo de teclado. E era este o fim.
Algumas pessoas começaram a levantar-se, até perceberem que as luzes continuavam apontadas ao tecto enquanto os instrumentos eram mais uma vez ajustados. Três encores. Já ninguém se sentou, ao som de All Night Long, Lisboa dançou dentro do Coliseu. Depois do festival Marés Vivas, a banda volta ao norte dia 2 de Novembro para mais um concerto da tour deste ano, no Coliseu do Porto.
Raquel Silva
Categorias Concertos