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Reportagem Rise Against - Lisboa

Reportagem Rise Against - Coliseu dos Recreios Fotos - 06 de Julho de 2010

PublicoNum abrasador 6 de Julho, o Coliseu abriu as portas para um espectáculo intensamente esperado. Rise Against eram o nome principal e Fitacola a banda de abertura.

Às 21h em ponto, o grupo português pisou o palco sob uma chuva de aplausos e gritos entusiásticos do nome da banda. Seguiu-se meia hora de alguns moshpits, saltos e muitas palmas. Mas eram os Rise Against por quem o público aguardava. É inegável o grande número de fãs que existe em Portugal: até o vocalista dos Fitacola confessou já ter o bilhete comprado quando lhe ligaram a fim de lhe propor a actuação na primeira parte.

Rise AgainstO número de presentes crescia. Os Rise Against não conseguiram encher o recinto, mas estiveram perto. Pelas 22h, as luzes apagaram-se e o Coliseu (pelo menos a parte que estava sentada a guardar e recuperar energias) levantou-se e a euforia tomou conta do espaço. Corpos semi-nus abriam caminho para chegar à frente, onde o calor se tornava quase insuportável. Aplausos e palmas receberam a banda de Chicago, que já puxava pelo público, aos saltos.

SlashPassaram-se 7 anos. É demasiado tempo, afirmou o vocalista Tim McIlrath. Apesar disso, Portugal não foi esquecido pela banda, assegurou. Desde a primeira e última vez em Portugal, em 2003, os fãs passaram por mais três álbuns que certamente contavam ver ao vivo. E assim foi, já que não houve qualquer vestígio do álbum de estreia de 2001, The Unraveling.

Collapse (Post-Amerika) fez as honras. O público reorganizava-se e por toda a parte se viam grupos de amigos a dançar, com uma alegria e energia contagiantes. State of the Union acelerou o ritmo ainda mais. Tim apanhou uma bandeira portuguesa em pleno voo, que colocou na guitarra, onde permaneceu até ao final. A empatia entre banda e público era evidente. Re-Education (Through Labor), a seguinte, foi uma entre muitas favoritas que se lhe seguiriam.

Rise AgainstEspalhados pela plateia em pé e pelas bancadas laterais (quase cheias), os fãs entoavam as letras sem falhas e agitavam os punhos no ar. Gritavam “Rise”, a pedido da banda, após uma estimulante The Good Left Undone. Enquanto t-shirts voavam pela audiência, os moshpits não cessavam e os crowdsurfings abundavam, Zach Blair apresentou breves solos de guitarra capazes de contagiar qualquer um, como foi o caso durante Drones.

Audience of One foi dedicada ao público mas seria Savior uma das protagonistas. A letra não falhou a ninguém e as bancadas esvaziaram um bocadinho, numa espécie de êxodo cujo destino era o centro do recinto. Feliz por voltar a Portugal, Tim expressou a admiração da banda relativamente ao historicismo da cidade lisboeta, em oposição à falta do mesmo na sua cidade. O desagrado perante as centenas de McDonald’s e Starbucks por ela espalhados era evidente e o facto de a nossa história ter sobrevivido encantava-o. E foi mesmo Surviver que seguiu na lista.

Rise AgainstPrayer of The Refugee assinalou outro ponto alto, antes de um breve encore. O Coliseu tremia e abanava debaixo de centenas de pés aos saltos e palmas vigorosas, mas por momentos pareceu transformar-se num estádio, recheado de cânticos em homenagem ao Benfica. Gostos e clichés culturais postos de lado, a audiência recebeu de novo Tim, desta vez sozinho. O vocalista cantou Swing Life Away – que lhe trazia recordações de Verão – perante um mar de corpos que balouçavam ao som da música, com isqueiros a acompanhar aqui e ali. O tom mais calmo do concerto manteve-se com Hero of War – durante a qual os restantes membros entraram – interpretada com uma emoção que se fez sentir em todos e cada um dos presentes.

Antes de Entertainment, Tim agradeceu a todos os que ali se encontravam, a toda a lealdade ali demonstrada, sobretudo no cartaz gigante colocado nas grades em frente ao palco, com a frase "We'll never fall if we stand for something" (parte da Long Forgotten Sons). O tema acelerou a multidão, mas foi Give it All que voltou a atingir novos picos de energia. Foi então que os primeiros tons da última música se fizeram ouvir. Ready to Fall entrou em cena sob luzes laranjas, em jeito de pôr-do-sol para um concerto que chegava ao fim.

Rise Against conseguiram esgotar saltos, assobios, gritos e aplausos e a promessa de um encontro em breve foi proferida por Tim.


Se houve coisa que se viu pelo recinto, foram grupos de amigos a dançar ao som de uma paixão em comum.
Mais não era do que um espelho do próprio concerto: um reencontro entre amigos de longa data.

Texto: Rita Trindade
Foto: Raquel Silva

 

Comentários 

 
0 #14 JMorais 20-08-2010 05:46
ah, e ali na foto do cartaz apareço eu ao lado do de cabelo vermelho ;-);-)
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0 #13 JMorais 20-08-2010 05:36
o dia deste concerto e o do slash foram sem duvida os melhores da minha vida, ainda me arrepio ao tocar na palheta do slash ou na garrafa do tim, ou ao ver videos dos concertos. é das melhores sensaçoes do mundo. gostei da reportagem :D
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0 #12 Sofzz 11-07-2010 01:37
que grande concerto que foi :DD
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0 #11 Kel 07-07-2010 22:03
tens razão, corrigido (:
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0 #10 NU07 07-07-2010 18:47
Correcção: "long forgotten sons" esteve no enquadramento.
e sim...faltou mais unraveling e mais "Siren Song.." fica para a próxima Tim ?
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0 #9 JoãoPedroSilva 07-07-2010 16:31
Não querendo armar-me em bom, gostava de deixar o link para a minha "avaliação/reportagem" deste grande concerto :-)
http://zecanibal.blogspot.com/2010/07/rise-against.html

e ainda uma foto que tirei ao Tim num dos momentos em que ele se chegou mais à frente - http://3.bp.blogspot.com/_YERYPmy5hkg/TDR_FGXgA8I/AAAAAAAAAKA/WolM3ZxzkD0/s1600/Tim+Mcllrath.jpg
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0 #8 Kel 07-07-2010 16:30
A Blitz disse no artigo de anúncio ao concerto que era a primeira vez deles cá, não se pode ter tudo da parte deles.
Nós gostámos muito do concerto, e por os considerarmos importantes é que fizemos a reportagem (: Ficamos contentes que tenham gostado, nós também adorámos :D
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+1 #7 jocko 07-07-2010 15:55
Excelente reportagem! Gostei particularmente da parte "...Tim expressou a admiração da banda relativamente ao historicismo da cidade lisboeta, em oposição à falta do mesmo na sua cidade. O desagrado perante as centenas de McDonald’s e Starbucks por ela espalhados era evidente e o facto de a nossa história ter sobrevivido encantava-o." A dúvida fica: a nossa história sobreviveu mesmo ? Ou as cidades estão a ficar todas iguais ? Eu acho que temos de andar com os olhos bem abertos, mas as diferenças existem mesmo.
O final da reportagem é muito bonito.
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0 #6 nerd 07-07-2010 15:50
boa reportagem e muito fiel ao concerto, claramente o melhor a que já fui! até fiquei surpreendido com a quantidade de fãs que os Rise têm em Portugal, aquilo foi mesmo a loucura com o pessoal todo ou a cantar ou a moshar! melhor só mesmo se tivessem tocado alguma coisa do unraveling, mais que 1 do revolutions e mais que 3 do siren songs, mas já tinha visto os alinhamentos dos concertos anteriores e já sabia que ia ter que gramar com o Appeal to Reason quase todo :cry: mesmo assim foi brutal e estes gajos são os maiores ! agora só esperar mais 1 ou 2 anos para o próximo. carrega Tim!
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0 #5 Strike Anywhere 07-07-2010 15:49
LINDO!! Também senti falta dos trabalhos mais antigos, e músicas como Heaven Knows, Alive and Well, Black Masks & Gasoline, Tip the Scales, Everchanging, Reception Fades, Six Ways 'Til Sunday, Broken English, To the Core, deixou-me um pouco triste que tenham sido deixadas de parte, em detrimento da Entertainment, que foi a música mais fraca do concerto. É pena que maioritariament e tenhamos ouvido o Appeal to Reason, que como já dito, o album mais comercial que têm, ainda assim é RISE. Overall, grande atitude, grande energia positiva contagiante, foi bom vê-los e espero que aconteça novamente daqui a bem pouco tempo. RISE AGAINST!
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