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Reportagem Josh Rouse - Santiago Alquimista



Josh RouseMais uma noite de concertos no Santiago Alquimista, palco que recebeu o intérprete americano Josh Rouse, músico que já conta com oito álbuns na sua carreira e que aproveitou a oportunidade para apresentar o seu mais recente esforço musical, ‘El Turista’, de 2010, tal como novos temas. A sonoridade despreocupada e solarenga do seu material serviu de um excelente pretexto para os lisboetas saírem de casa numa noite quente de Domingo e, apesar de não ter enchido a sala de espetáculos, Rouse acabou por dar um concerto intimista a um público que já o conhecia e que o recebeu de braços abertos.

Josh Rouse

A viver em terras espanholas desde 2005, não foi de espantar que Josh Rouse se fizesse acompanhar por três talentosos músicos espanhóis, que ocuparam prontamente os lugares da bateria, baixo e guitarra acústica. Porém, o foco da atenção do público foi sempre o americano, que encantou com o seu humor seco e boa-disposição – “Ainda bem que vieram hoje, bem sei que ao Domingo há muitos programas bons na televisão” – ao longo de um concerto agradável, se bem que um pouco curto.

Josh Rouse

Abrindo com ‘I will Live on Islands’, as melodias pop/folk com influências variadíssimas, como bossa nova, jazz e o ‘sabor’ latino que facilmente se detecta, dos trabalhos do artista desde logo envolveram o público num ambiente tão quente como os melhores dias de Verão. Este tema veranil é, de facto, proeminente na maior parte do trabalho de Rouse, tanto em ‘Sunshine’ e ‘Summertime’, de Subtitulo e 1972, respectivamente, como na nova ‘Oh, Look What The Sun Did’ – tanto que não é difícil imaginar o compositor e intérprete americano a tocar guitarra, com uma bebida gelada por perto, ao pé da piscina, em Valência.

Josh Rouse

E foi mesmo com ‘Valência’ que o público se começou verdadeiramente a manifestar, dançando despreocupadamente ao som da canção suave e aprazível. Rouse, soando a uma mistura de Jeff Tweedy e Paul Simon, foi entretendo a hoste, pedindo que esta cantasse e se aproximasse do palco e no geral, é difícil de dissocia-lo de uns Wilco solarengos do Mediterrâneo ou mesmo de um Devendra Banhart muito mais folk e muito menos freak. De qualquer maneira, é com gosto que se ouve o material de cunho próprio do americano, que cada vez se liberta mais na sua própria pele.

Por volta do primeiro encore, com ‘Summertime’ e ‘Love Vibration’ já todos se levantavam para pedir mais – no entanto, o concerto foi um pouco curto, contando apenas com a doce e calma ‘Life’, no final.


Não é estranho em terras lusas, no entanto, é sempre um prazer tê-lo de volta...

...e esperemos que volte depressa.




Texto: Teresa Silva
Foto: Graziela Costa

Setlist:
  1. I will live on Islands
  2. Lemon Tree
  3. Sweet Elaine
  4. Las Voces
  5. Lazy Days
  6. Sunshine
  7. Hollywood Bass Player
  8. His Majesty Rides
  9. Flight Attendant 
  10. Winter in the Hamptons 
  11.  Oh Look What The Sun Did 
  12.  Valencia
  13. Comeback
  14. It’s the night time
  15. – 1972
  16.  Summertime
  17. Love Vibration
  18. – Life

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