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Reportagem Adam Green

Adam Green - Santiago Alquimista - Fotos

Adam GreenMais uma noite de concertos no Santiago Alquimista, depois de The Fiery Furnaces e The Album Leaf, na semana passada. Coube a Adam Green, pioneiro do anti-folk e antiga metade dos The Moldy Peaches, encher a casa (ou não), na primeira vez que actua em Portugal com banda.

Deu as honras Ish Marquez, que, ao apresentar o seu novo disco "Ahab’d Again", presenteou uma experiência surreal musical. De guitarra em punho, o nova-iorquino, certamente sob influências, subiu ao palco e de tudo fez: ora não acertava com o cabo da guitarra nem nas suas cordas, ora parava a meio das músicas para vociferar as letras à tímida (e única) fila da frente, rosnando-lhes pouco depois. Se a recepção não era a melhor, Marquez parecia bastante satisfeito, afirmando que era um prazer tocar em Portugal e que o Alquimista estava cheio de “gente bonita – beautiful!”. Uma alma criativa, portanto.

Adam GreenSe o quadro parecia feio, depois de tal abertura, Adam Green dispôs-se a agitar as massas logo que entrou. Ora, Green parece ter um carisma incontornável, equilibrando uma voz de crooner com o instrumental muito 70s, especialmente nos temas do último trabalho, Minor Love (2009), não deixando, no entanto, de ter um pézinho no acústico de singer/songwriter.

Foram muitos os amores menores – “Cigarette Burns Forever” começou em grande, em “Give Them a Token” e “Boss Inside Me” Adam assemelhava-se a um Leonard Cohen muito mais novo e suado e em “Goblin” interagia com a multidão. Saltava, dançava, fazia crowd-surfing e espalhava amor pelos fãs fronteiros, sempre numa boa disposição e imprevisibilidade constantes.

No entanto, muitos outros momentos foram dignos de realce: os saltos à coelho em “Bunnyranch”, as histórias sobre MC Hammer e o casaco de cabedal usado mais de 40 vezes em palco, tal como a muito pedida “Carolina” e o êxito de homenagem a “Jessica” Simpson. Uma versão de “What a Waster”, dos britânicos Libertines, coloca Green na boa fé de alguns fãs agitados, mas como não poderia?


O nova-iorquino é um músico por excelência, e ganha pela sua excentricidade, originalidade e energia que coloca nas actuações ao vivo. O “chefe não morreu” e o público agradece.

Foto: Raquel Silva
Texto: Teresa Silva

 

Comentários 

 
0 #4 Blackberry 08-03-2010 09:41
tenho a dizer que o concerto do adam foi dos melhores concertos da minha vida! Ele consegue mesmo interagir com o publico de uma maneira que muitos artistas nao conseguem!
btw.. alguém muito creepy deixou aqui um comentário com umas 20 linhas a falar de uma rapariga de cabelo vermelho em vez de falar do adam green (aquele concerto que provavelmente pagou 20 euros pra ver)e não se apercebeu do quão ridicula é?
a inveja é uma coisa muito feia..
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0 #3 Kel 06-03-2010 17:35
lol, felizmente essa descrição não precisa de fazer parte da review, mas obrigada pelo complemento. Duvido que isso tenha interessado a alguém, mas enfim.
Só acho que é bom neste país de porra, em que o publico cada vez é pior, haver gente que se dedica daquela maneira para poder sequer ter "um rabisco" das bandas favoritas. Way to go Tom Tom (:
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0 #2 Tom Tom 06-03-2010 14:15
Cara pessoa perturbadora (visto que aparentemente passaste mais tempo a olhar para mim do que para o concerto em si),
Em primeiro lugar, as set lists ( e não playlists) eram para amigas minhas que tinham vergonha em ir lá buscar.
O tal caderno, nao era um caderno, mas sim o livro dele..do Adam (o caderno entrou e saiu da mala poucas vezes e sim foi autografado pelo Adam dps de sairmos do backstage).
A baqueta nao me parou aos pes, foi-me dada pelo baterista (EM MÃO).
Quem gritou "pára de roubar" foi um sad que me confundiu o concerto todo com outra pessoa.
Não tens vida? Para passares o concerto a olhar para mim e dps vires comentar me a um site? Ao menos verificavas os teus factos todos antes :-)
byes*
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0 #1 Fã número 2 05-03-2010 21:42
Fui ver este concerto um bocado às escuras e fiquei (muito) agradavelmente surpreendido, confesso. Mas uma coisa que não consigo deixar de referir são as fans que alinhavam na 1ª fila. Especialmente uma entusiasta de cabelo vermelho que estava notoriamente no concerto da vida dela (nada contra, muito pelo contrário!). E manifestou-o com tudo o que pôde (o que, pelo menos a mim, divertiu bastante). Ela dançou, cantou, e surripiou tudo o que conseguiu. Logo antes do 1º encore, quando os músicos abandonaram o palco pela 1ª vez, e sem qualquer pingo de pudor, ela entrou no palco e sonegou todas as playlists que conseguiu encontrar espalhadas pelo chão! Logo após isso, conseguiu deitar as garras a uma das baquetas do baterista (este roubo foi menos espectacular, já que a referida baqueta foi parar quase aos seus pés). Finalmente, quando percebeu que o concerto estava nervosamente a aproximar-se do fim, sacou de um caderno e de uma caneta de dentro da mala e, sempre a dançar freneticamente, esperou pelo último acorde para se precipitar pelo palco e conseguir o 1º rabisco do cantor. Este momento foi penoso, já que o concerto não acabou tão cedo e aquele caderno entrou e saiu daquela mala umas 5 vezes, de onde já espreitava a baqueta. Assim que acabava uma música, ela tirava-o. Quando começava a próxima, ela enfiava-o outra vez na mala. Consecutivament e. E até, numa ocasião, chegou a acenar ao músico com o caderno, como que a lembrar-lhe para o que ali estava. Não me apercebi se conseguiu o autógrafo, mas o que ouvi, quando finalmente o concerto terminou, e quando a donzela mais uma vez invadiu o palco à procura de outros souvenirs, foi outro atento espectador que estava no piso superior a gritar-lhe "Pára de roubar!.."

Enfim, espero mesmo que, pelo esforço, tenha conseguido o autógrafo e aconselho os artistas que visitem Portugal a terem cuidado com os seus pertences, sobretudo nas saídas de palco. Ou, em alternativa, que fiquem atentos às manchas capilares vermelhas..
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