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Passatempo SonicBlast Moledo 2014

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Reportagem NOS Alive 2014

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Passatempo Vilar de Mouros 2014

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Passatempo Jagwa Music no MusicBox Lisboa

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Passatempo Summer Jump Fest 2014

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Passatempo Festival Folk Celta 2014

Artigos

Reportagem One Direction no Estádio do Dragão


Histeria, choro, exaltação, desfalecimentos, uso impróprio do espaço público, ultraje alheio, rega de pessoas por parte dos bombeiros - todas palavras ou conjuntos de palavras ligadas ao campo lexical já automático de “a nova presença de uma boys band em terreno geográfico comum”. Atenção, quando falamos de boys bands, estamos a falar d’A Boys Band, com maiúsculas e tudo, com Avé Marias e Pai Nossos e tudo o que se diz e faz em referência ao que se parece verdadeiramente com um culto religioso de larga escala (e podem mesmo eles ser os próprios diabos em pessoa, as provas mostram-se inconclusivas) – não pode ser outra, são os One Direction. Após a passagem por terras lisboetas no ano passado, o Porto foi o novo palco de extermínio emocional juvenil, o local preciso: o Estádio do Dragão (quantas vezes vão os portistas benzer a sua catedral para minimizar os danos espirituais?).

            Para aqueles que não os conhecem (onde estiveram? contem-nos a vossa história), os One Direction são uma banda pop inglesa-irlandesa juntada de propósito para o concurso de talentos musicais The X Factor, que usufruiu de estrondoso sucesso comercial depois de lançada para as luzes da ribalta mundial. Liam Payne, Harry Styles, Zayn Malik, Niall Horan e Louis Tomlinson são verdadeiros génios da lâmpada: é só esfregar que sai pastilha pop, hinos sobre a beleza escondida de rapariga x (mas que são, de facto, sobre todas as raparigas) e brincadeiras de homem adolescente. É esta a fórmula que acaba por ser o grande ganha pão do mentor e produtor Simon Cowell, mas, principalmente, a delícia de muitos, muitos fãs - 99.999% femininas, mas não vamos discriminar.

Tamanha é a histeria e o entusiasmo sem restrições conhecida que, meia hora antes do início do set, tem de ser mostrado um vídeo de precauções a tomar durante o concerto, narrado pelos elementos da banda: “Por favor não se esqueçam de beber água. Digam aos seguranças se alguém tiver desmaiado.” Bem diferente da rotina habitual entra – diz olá e obrigado – sai da maior parte dos concertos atuais, mas estes concertos são marcados por uma intensidade incrível, especialmente previamente e durante. Daí que não seja surpresa nenhuma que quando os One Direction entram em palco para tocar “Midnight Memories”, tema homónimo do mais recente álbum, o Estádio do Dragão expluda em decibéis infinitamente altos, sons ouvidos por pelo menos 15 raças de cães diferentes num raio de 50 kms. E não para aqui – a contagiante “Kiss You”, a faux roqueira “Rock Me”, “Live While We’re Young” e os seus enfáticos ohohohoh de fundo – a grande parte do material em bagageira é feito à medida, numa fábrica, se calhar, para encher os ouvidos do amante de pop comercial, embora, decididamente, sem grande audácia ou originalidade.

A efusão não podia durar durante uma hora e meia seguida, daí que após a lesão na perna de Liam Payne e consequente obrigação de permanecer sentado com esta em gelo, os ânimos animem ligeiramente, sem antes chamar pelo nome do coitado em jeito de apoio, ao qual este se desfaz em sorrisos. De facto, o ruído dos berros constantes desce para metade, talvez pela compreensão coletiva de que se ouve melhor assim, tal brilhante epifania/telepatia, ou simplesmente porque parte da plateia está demasiado absorta para querer interromper o que passa à frente dos olhos. Momento perfeito para a super balada tripartida “Little Things”, “Moments” e “Strong” – ‘estrong’, diz Niall, fletindo os bíceps - tomadas que nem mel. Na reta final, não podiam faltar “One Thing” e “What Makes You Beautiful”, super êxitos primordiais na curta carreira dos One Direction, “You and I” dá espaço para Zayn Malik lançar um falsetto gigante e “Best Song Ever” fecha a noite.

É muito estranho sair de um concerto e estar rodeado de pessoas a chorar por não terem conseguido aguentar a emoção deste mesmo. É ainda mais bizarro ver adolescentes a segurar em parafernália coberta da cara das pessoas que estão em palco, incluindo almofadas, como se fossem posters ou cartazes, provoca uma intensa sensação de dejá vu. Pode parecer uma experiência social, mas é pelo menos parte libertação de pulsões interiores: é este o efeito de uma boys band – e por alguma razão é que ainda não estão extintas.


 

Atualizado em 21-07-2014

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Reportagem Guardian Alien no Porto


Os  nova-iorquinos Guardian Alien, liderados por Greg Fox, são um dos nomes mais interessantes no actual universo da música experimental. Mestres da improvisação, criam ousadas viagens sonoras de cariz psicadélico, rejeitando estruturas convencionais e preferindo composições abstractas mas cuidadosamente elaboradas. Por outras palavras, no meio do caos sonoro há um método, uma fórmula que junta todas as peças de um complexo puzzle musical. Essa escolha artística é, aliás, o que os torna tão admirados no meio underground.

No entanto, a actuação no Porto ficou aquém das expectativas. Apesar do local (Maus Hábitos) ter um carácter intimista que se revela ideal para este tipo de concertos, o som estava pouco perceptível, com a bateria de Greg Fox a sobrepor-se às vozes e maquinaria. Pode parecer pedante afirmar que o espectáculo perdeu qualidade devido a problemas técnicos, mas os Guardian Alien fazem parte de um leque de bandas que necessitam de um som cristalino para que todos os pormenores da sua música sejam devidamente apreciados. Infelizmente, aqueles pequenos detalhes, como o tom suave, misterioso e hipnótico da voz de Alex Drewchin passaram despercebidos; na verdade, a certa altura, quase que nem a ouvíamos.

Todavia, nem tudo foi mau, pois assistir à performance de Greg Fox é uma honra para qualquer melómano. Mais do que um bom baterista, o homem domina o seu instrumento com uma destreza absolutamente arrepiante. Ora mais serena, ora mais frenética, a percussão do ex-baterista dos Liturgy assume-se como a alma e fio condutor dos Guardian Alien.

No final, o balanço não é assim tão negativo. Sim, a noite não foi perfeita e esperemos que o regresso à Invicta (fingers crossed!) corra melhor. No entanto, para além da já referida habilidade de Greg Fox, a atitude profissional da banda foi extremamente louvável, além de que a organização também merece respeito: num país com as costas viradas para a cultura, há que agradecer a quem se esforça por dinamizar a cidade de forma criativa.

Para finalizar, destaque para a primeira parte do evento, protagonizada por três músicos da cena nacional: André Simão (La La La Ressonance/Dear Telephone) e VT (Equations) – duo que já actuou no Centro Cultural Vila Flor em Guimarães – juntaram-se a Filipe Azevedo (Sensible Soccers) para uma agradável sessão de improvisação, na sua primeira apresentação como trio.


 

Atualizado em 06-07-2014

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Reportagem Owen Pallett em Lisboa


Pouco passava das 22:30 quando Sean Nicholas Savage e a sua banda deixavam o palco da cave do Lux, depois de dada por encerrada uma actuação morna que à semelhança da música que se fez ouvir, não terá deixado o público particularmente impressionado. Com uma sonoridade desavergonhadamente nostálgica do pop-rock que rendia durante segunda metade da década de 70, Sean Nicholas cantava as suas letras sob ecos daquilo que os Destroyer seriam caso tentassem mimicar os agora extintos Girls.

Se por essa altura os espectadores não ultrapassariam as duas dezenas, a sala rapidamente se compôs até cerca de metade da lotação enquanto o próprio Owen Pallett montava o equipamento de palco que estaria a seu cargo esta noite: o violino, o painel de pedais de loops e um sintetizador. Outrora dono de um espectáculo desempenhado no singular, nesta noite o músico do Canadá fez-se acompanhar por um baterista e um baixista – que de resto contribuíram para uma versão mais intensa da base rítmica (e não só) das canções.

Iniciando a actuação com “Midnight Directives”, a faixa de abertura de Heartland (disco de 2010) inaugurava-se assim um alinhamento que não quis deixar nenhum dos álbuns da discografia de fora. Recordando a época em que assinava os seus trabalhos sob o nome de Final Fantasy, ouviram-se “Song Song Song” e “The Dream of Will and Regine”, que apesar de mais remotas, foram reconhecidas pelo público que prosseguia dançando no lugar ao som daquilo que acontecia em palco. Que não é pouco: o esquema utilizado repete-se canção após canção – Owen grava, no momento, as melodias mais recorrentes de cada canção sob a forma de loops que, controlados pelo painel de pedais, soam na ocasião respectiva. Uma tarefa que não é exactamente fácil, mas que é desempenhada pelo músico com toda a facilidade.

Das canções de In Conflict – o disco lançado nesta mesma noite – “The Passions” marcou a maior alteração de ritmo no folgo do concerto com uma performance melodramática, rica em calafrios: trata-se de uma faixa bastante densa pela ambiência grave do sintetizador, cimentada pelo violino emotivo que acompanha um conto sobre infidelidade. O calor regressou com “The Riverbed” que ao ser uma das canções mais espectaculares da discografia deste artista, ganha no palco uma dimensão sónica ainda mais poderosa que aquela que se ouve em disco. Foi por esta altura que Owen soube que tinha o público na mão e que a noite estava ganha.

O encore com “Song for Five and Six” e “Lewis Takes off his Shirt” entregaram-nos da melhor forma a conclusão que já esperávamos desta noite: Owen Pallet é um músico único, cuja forma de trabalhar as canções – quer em estúdio, quer em palco – revela uma personalidade despreocupada com categorizações ou metas de vendas, mas antes debruçada na criação de uma obra de sensibilidade clássica, delineada sob o molde de canção pop, barroca ou não.


Atualizado em 29-05-2014

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Reportagem Miley Cyrus em Portugal

Numa das noites mais quentes deste ano, no passado dia 14 de Junho, Miley Cyrus passou pelo MEO Arena, muito longe de completo, estando parte do recinto vedado, para mostrar aos portugueses de que é feita a controversa Bangerz tour.

Vamos desmistificar: Não é, de todo, o que estamos à espera. Entre bailarinos de todos os tamanhos e cores (literalmente) e línguas que são escorregas, bem como carros, cachorros quentes voadores, muito bling, swag, disclaimers que advertem para polémicas e ordinarices da cantora,  foguetes, sexualização, línguas de fora e chuvas abundantes de dinheiro como o caso de “Love Money Party”, Miley não deixa de fora a criança que ainda existe dentro dela, estando nas suas projeções múltiplas histórias com desenhos animados, porém cobertos de innuendos e deixados à interpretação de cada um.

Contudo, esta noite não deixava de ser especial porque foi a data escolhida para ser gravado o DVD de Bangerz tour, que de certa forma prejudicou todo o desenrolar do concerto, chegando ao ponto de maçador, por exemplo, nas repetições de “#GETITRIGHT” e “On My Own”.

Cyrus tem voz mas, para já, pouco trabalho para mostrar. Com um alinhamento centrado em Bangerz, o seu terceiro álbum já liberta de Hannah Montana, a personagem que a tornou famosa, intercalou-o com covers de uma panóplia de artistas, contemplando The Beatles e “Lucy In The Sky With Diamonds” gravada com os The Flaming Lips, Bob Dylan com “You're Gonna Make Me Lonesome When You Go”, “There’s A Light That Never Goes Out” dos The Smiths, que devido a uma (clara) diferença de idades não se ouviu muito alarido. Porém, foram versões da clássica “Jolene” da madrinha Dolly Parton, “Summertime Sadness” de Lana Del Rey ou uma “Hey Ya” dos Outkast extremamente irreconhecível e sem grandes abanos, que levaram a arena lisboeta ao rubro.

Um público predominantemente jovem e separado de pais que optaram por um lugar nas sombras do recinto, Miley agrada a miúdos e graúdos, apesar de não ser suficiente para esgotar grandes arenas, como o caso português, que arrastou aproximadamente 14.000 pessoas ao Oriente ou 12.000 ao Palau Saint Jordi em Barcelona.

No entanto, uma coisa temos que louvar em Miley Cyrus: a capacidade de gozar consigo mesma e uma voz eficaz, que de certa forma, se perde neste tipo de registo.

Percebe-se aqui, então, o trabalho da imprensa em promover uma tournée como polémica e escandalosa, quando na realidade não passa de uma espécie de brincadeira narcisista de Destiny Hope Cyrus com os seus amigos e fãs, onde insiste em se despedir de um passado inocente e se afirmar na selva da indústria musical através de uma via fácil, tendo a sua atitude e o novo álbum a colocado num patamar de destaque nunca pelas melhores razões.

Para o fim, geralmente, fica reservado o melhor e são os três singles mais importantes da carreira de Miley que são extravasados. “We Can’t Stop” colorida e com direito a animais dançantes, uma “Wrecking Ball” emotiva e por fim, num segundo encore, “Party In The USA” a mais divertida canção de Cyrus, que faz questão de homenagear as suas origens e trazer o Mount Rushmore e a Estátua da Liberdade aos palcos da MEO Arena, despedindo-se com uma chuva (mais uma) de confettis em tons de vermelho, azul e branco.

Foi um concerto que esteve à altura do prometido? Não, pois saímos com um vazio e uma desilusão nos rostos, mas damos o benefícios da dúvida a Miley enquanto entertainer, que é certamente uma capacidade que circula no sangue da família Cyrus.

Atualizado em 17-06-2014

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Reportagem Celeste no Hard Club

Depois da estreia no SWR Barroselas Metalfest, em 2010, os franceses Celeste regressaram ao nosso país, agora em nome próprio e com o novíssimo “Animale(s)” na bagagem.

No entanto, a passagem do quarteto de Lyon pelo Hard Club acabou por não ter a adesão que se esperava. Terá sido consequência do cortejo académico, que condicionou o trânsito em diversas zonas da cidade? Ou será que os Celeste simplesmente não possuem um hype tão intenso como outros? Não sabemos ao certo, mas a verdade é que também não queremos realmente saber, pois estamos perante uma banda diferente; uma banda especial.

Quando somos confrontados com um espectáculo tão cativante, pouco importa se a sala está cheia ou não. O que queremos é ver, compreender e admirar a singularidade do grupo, reflectida numa componente visual absolutamente surreal: o palco, iluminado por strobes hipnotizantes e lanternas rubras, transformava os elementos da banda em meras sombras. Num tom fantasioso, podemos descrever a aparência das figuras em palco como semelhante à de espíritos maléficos e misteriosos, com o sofrimento e o terror a serem espalhados através da devastadora mistura de pós-hardcore, sludge e black metal que o colectivo pratica; como mineiros que exploram o inconsciente de cada um dos presentes.

Ainda assim, não há bela sem senão: apesar da qualidade do concerto, este revelou-se demasiado curto, pelo menos para cabeças de cartaz. Esperava-se mais que 45 minutos, o que nos deixou com aquela sensação desagradável de fim prematuro. Por outro lado, mais vale uma prestação curta e intensa, do que uma longa e enfadonha. Resta-nos esperar pelo retorno, que seria maravilhoso se acontecesse no Amplifest, durante a tarde, para nos perdermos na escuridão enquanto o sol brilha lá fora.                                            

No que diz respeito às bandas de abertura, destaque para os Revok, donos de uma interessante sonoridade que combina elementos de pós-hardcore com noise rock. Já os Comity cumpriram, apresentando um hardcore bastante complexo.

Atualizado em 09-05-2014

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