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Passatempo Jameson Urban Routes 2014

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Reportagem Amplifest 2014

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Vodafone MexeFest 2014

Artigos

Reportagem Deixem o Pimba em Paz - Coliseu de Lisboa

O Coliseu dos Recreios encheu-se de público na passada noite de 18 de setembro para receber um dos espetáculos que mais tem dado que falar nos últimos tempos. Deixem o Pimba em Paz nasceu de uma epifania de Bruno Nogueira, um dos melhores humoristas de Portugal, e assenta na exploração da música pimba para lá do que todos conhecem.

Foi este o mote que levou a que um Coliseu praticamente esgotado assistisse a um espetáculo de sensivelmente duas horas de duração que passou por 20 temas de música portuguesa, mais brejeira e popular.

Acompanhado em palco por Filipe Melo, Nuno Rafael, Nelson Carvalho e por Manuela Azevedo, vocalista dos Clã, Bruno Nogueira desde logo mostrou querer brincar com o público, mas também elucidá-lo, ao questionar os presentes sobre o que se iria passar ali nas próximas horas.

“Pusémo-nos giros (dentro do género) e fomos até ao Coliseu sem saber bem o que nos esperava. Seria um musical a gozar com a música pimba? Seria um leitmotiv? Ou seria restituir o encanto e o discernimento que a música pimba nunca teve?” As palavras do humorista certamente que passaram pela mente de muitas daquelas almas, mas logo se desvaneceram aos primeiros acordes de “24 Rosas”, de José Malhoa. Contudo, um pouco antes, decidiu dedicar toda a conceção do espetáculo a um irmão… que não existia.

No fundo, o objetivo era provar que vários talentos portugueses, munidos de um piano, um contrabaixo, elementos de percussão e vários instrumentos eletrónicos, conseguiam transformar a música pimba ao dar-lhe uma nova roupagem e que, consequentemente, tornasse aceitável o gosto pela própria.

Quem teve a oportunidade de ver Deixem o Pimba em Paz antes do início da nova temporada, não encontrou nesta noite diferenças abismais em relação às anteriores. Contudo, nota-se que todos os elementos em palco (e olhem que Bruno Nogueira merece boa nota como percussionista) estão mais coesos e libertos, garantindo uma notória fluidez de espetáculo.

Depois de um “Azar na Praia”, de Nel Monteiro, de “Sozinha”, original de Ágata cantado dramaticamente por Manuela Azevedo, e de “Na Minha Cama Com Ela”, de Mónica Sintra, era altura do primeiro convidado da noite. Ele era Camané que, embora não estivesse fisicamente presente no espetáculo (“Ele está em Paris de França a trabalhar, mas conseguimos arranjar um satélite para fazer uma chamava ao vivo”), entoou com brilho o tema “Telegrama”, um original de César Morgado.

Já “Vem devagar Emigrante”, de Graciano Saga, foi um dos temas mais aplaudidos da noite, ou não tivesse soado como um tema de hip hop/rap. Pouco depois, o segundo convidado da noite, mas desta vez fisicamente presente em cena: o grande Marante.

Com toda a sua humildade (“Nunca imaginei cantar nesta sala”), Marante não só deu voz ao seu “Som de Cristal”, como colocou o público da mítica sala lisboeta a entoar o hit “A Bela Portuguesa”.

Ainda houve espaço para mais convidados. Nuno Markl, que com a ajuda do smartphone, foi mostrar o seu talento para cantar músicas de trás para a frente e assim anunciar “Sensual” de Toy, tema em que fez um striptease; e António Zambujo, que, embora Bruno Nogueira tinha dito que “inicialmente só estava previsto cantar um tema”, não só brilhou em “O Melhor Dia para Casar”, do sempre muito requisitado Quim Barreiros, como se juntou ao humorista na interpretação de “Mãe Querida”.

Não se pense que, embora a autoria do espetáculo seja de Bruno Nogueira, isso levou a que o próprio conhecesse todos os temas da música pimba escolhidos para o repertório do espetáculo. Um desses é precisamente “Porque Não Tem Talo O Grelo”, de Leonel Nunes, numa cantiga que acaba por ser uma “grande dissertação sobre agricultura”. Talvez um dos melhores momentos da noite que, por momentos, nos pôs a pensar se não estaríamos a escutar um álbum de música infantil, dado o peculiar arranjo desta versão.

Já depois de apresentar os seus companheiros de palco (“Eu quando pensei no projeto só fazia sentido trabalhar com os melhores. Não foi possível, mas estes também não são maus”), e de considerar Manuela Azevedo como a melhor cantora do país, Bruno Nogueira munia-se do microfone para apresentar, quiçá, o tema mais conhecido deste espetáculo: o “single” “Taras e Manias”, original de Marco Paulo.

Regressados do encore, a “banda” finalizava o concerto com um medley de várias cantigas de Quim Barreiros e que culminava numa bela gritaria de Manuela Azevedo em “Os Bichos da Fazenda”.“Assim sim, até parece outra coisa”, dizia alguém ao nosso lado com notório tom de satisfação na voz.

No final, três pontos a destacar: primeiro, é possível reinventar a música portuguesa (que é mais complexa que o que parece) e pôr toda a gente a gostar dela; segundo, o tema “A garagem da vizinha” foi a canção que deu origem a todo o projeto; terceiro, “diz-se refrães ou refrãos, nunca refrões. Chupa!”.

Atualizado em 19-09-2014

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Reportagem Ginger & The Ghost no Porto


Depois de terem passado pelo festival Milhões de Festa, em Barcelos, os Ginger and the Ghost e os Young Magic despediram-se do nosso país com um concerto no Maus Hábitos. A sala estava cheia (a entrada gratuita certamente contribuiu para esse agradável cenário), mas era notória a vontade do público em partir para uma noite de descoberta musical – uma celebração do verdadeiro espírito melómano. Afinal de contas, sabe sempre bem explorar novos projectos, sobretudo quando ficamos surpreendidos com o que vemos, ouvimos e sentimos.

Os primeiros a subir ao palco foram os Young Magic. Formados em Nova Iorque, mas com elementos oriundos da Indonésia, Austrália e Bolívia, o trio envereda pelos caminhos da pop sonhadora e da eletrónica serena, onde as influências new age criam uma relaxante viagem psicadélica por mundos paradisíacos. O resultado final é absolutamente envolvente, numa sonoridade que rejuvenesce a alma e nos liberta de quaisquer demónios interiores provocados pelo stress. Mais do que música, é poesia sonora… e cinematográfica, pois o colectivo conta com um excelente espectáculo visual, oferecendo um concerto calmo mas emocionalmente intenso. O setlist baseou-se nos temas dos dois álbuns de originais até agora editados – Melt e Breathing Statues –, numa estreia em nome próprio que deixou claro que estes Young Magic são uma banda especial e com uma identidade própria, ainda que ocasionalmente nos façam pensar nas doces e introspectivas melodias dos Blonde Redhead.

Seguiram-se os Ginger and the Ghost – duo australiano formado pelos artistas visuais Missy e Daniel. A exemplo do que já tinha acontecido com os Young Magic, os sons produzidos em palco foram complementados por uma panóplia de imagens. Contudo, a componente cénica foi muito mais enfatizada: o guarda-roupa de Missy era extravagante (no bom sentido, claro) e os seus movimentos enérgicos, mas talvez a performance da vocalista constitua simplesmente uma manifestação física da paixão que sente pela sua música. Seja como for, conseguiu conquistar a atenção dos presentes, até porque não é somente através da teatralidade que a artista se destaca: a nível vocal, encanta quem tem o privilégio de a ouvir, colorindo as ilustrações instrumentais da banda e transportando o ouvinte para um universo idílico.

De certa forma, o efeito acaba por ser semelhante ao dos Young Magic, mas a pop meiga dos Ginger and the Ghost vai mais além, mergulhando em busca de uma realidade utópica. Temas como “Where Wolf” ou “One Type of Dark” fizeram as delícias do público. Agora resta-nos esperar pelo regresso.


 

Atualizado em 08-08-2014

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Reportagem Guardian Alien no Porto


Os  nova-iorquinos Guardian Alien, liderados por Greg Fox, são um dos nomes mais interessantes no actual universo da música experimental. Mestres da improvisação, criam ousadas viagens sonoras de cariz psicadélico, rejeitando estruturas convencionais e preferindo composições abstractas mas cuidadosamente elaboradas. Por outras palavras, no meio do caos sonoro há um método, uma fórmula que junta todas as peças de um complexo puzzle musical. Essa escolha artística é, aliás, o que os torna tão admirados no meio underground.

No entanto, a actuação no Porto ficou aquém das expectativas. Apesar do local (Maus Hábitos) ter um carácter intimista que se revela ideal para este tipo de concertos, o som estava pouco perceptível, com a bateria de Greg Fox a sobrepor-se às vozes e maquinaria. Pode parecer pedante afirmar que o espectáculo perdeu qualidade devido a problemas técnicos, mas os Guardian Alien fazem parte de um leque de bandas que necessitam de um som cristalino para que todos os pormenores da sua música sejam devidamente apreciados. Infelizmente, aqueles pequenos detalhes, como o tom suave, misterioso e hipnótico da voz de Alex Drewchin passaram despercebidos; na verdade, a certa altura, quase que nem a ouvíamos.

Todavia, nem tudo foi mau, pois assistir à performance de Greg Fox é uma honra para qualquer melómano. Mais do que um bom baterista, o homem domina o seu instrumento com uma destreza absolutamente arrepiante. Ora mais serena, ora mais frenética, a percussão do ex-baterista dos Liturgy assume-se como a alma e fio condutor dos Guardian Alien.

No final, o balanço não é assim tão negativo. Sim, a noite não foi perfeita e esperemos que o regresso à Invicta (fingers crossed!) corra melhor. No entanto, para além da já referida habilidade de Greg Fox, a atitude profissional da banda foi extremamente louvável, além de que a organização também merece respeito: num país com as costas viradas para a cultura, há que agradecer a quem se esforça por dinamizar a cidade de forma criativa.

Para finalizar, destaque para a primeira parte do evento, protagonizada por três músicos da cena nacional: André Simão (La La La Ressonance/Dear Telephone) e VT (Equations) – duo que já actuou no Centro Cultural Vila Flor em Guimarães – juntaram-se a Filipe Azevedo (Sensible Soccers) para uma agradável sessão de improvisação, na sua primeira apresentação como trio.


 

Atualizado em 06-07-2014

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Reportagem One Direction no Estádio do Dragão


Histeria, choro, exaltação, desfalecimentos, uso impróprio do espaço público, ultraje alheio, rega de pessoas por parte dos bombeiros - todas palavras ou conjuntos de palavras ligadas ao campo lexical já automático de “a nova presença de uma boys band em terreno geográfico comum”. Atenção, quando falamos de boys bands, estamos a falar d’A Boys Band, com maiúsculas e tudo, com Avé Marias e Pai Nossos e tudo o que se diz e faz em referência ao que se parece verdadeiramente com um culto religioso de larga escala (e podem mesmo eles ser os próprios diabos em pessoa, as provas mostram-se inconclusivas) – não pode ser outra, são os One Direction. Após a passagem por terras lisboetas no ano passado, o Porto foi o novo palco de extermínio emocional juvenil, o local preciso: o Estádio do Dragão (quantas vezes vão os portistas benzer a sua catedral para minimizar os danos espirituais?).

            Para aqueles que não os conhecem (onde estiveram? contem-nos a vossa história), os One Direction são uma banda pop inglesa-irlandesa juntada de propósito para o concurso de talentos musicais The X Factor, que usufruiu de estrondoso sucesso comercial depois de lançada para as luzes da ribalta mundial. Liam Payne, Harry Styles, Zayn Malik, Niall Horan e Louis Tomlinson são verdadeiros génios da lâmpada: é só esfregar que sai pastilha pop, hinos sobre a beleza escondida de rapariga x (mas que são, de facto, sobre todas as raparigas) e brincadeiras de homem adolescente. É esta a fórmula que acaba por ser o grande ganha pão do mentor e produtor Simon Cowell, mas, principalmente, a delícia de muitos, muitos fãs - 99.999% femininas, mas não vamos discriminar.

Tamanha é a histeria e o entusiasmo sem restrições conhecida que, meia hora antes do início do set, tem de ser mostrado um vídeo de precauções a tomar durante o concerto, narrado pelos elementos da banda: “Por favor não se esqueçam de beber água. Digam aos seguranças se alguém tiver desmaiado.” Bem diferente da rotina habitual entra – diz olá e obrigado – sai da maior parte dos concertos atuais, mas estes concertos são marcados por uma intensidade incrível, especialmente previamente e durante. Daí que não seja surpresa nenhuma que quando os One Direction entram em palco para tocar “Midnight Memories”, tema homónimo do mais recente álbum, o Estádio do Dragão expluda em decibéis infinitamente altos, sons ouvidos por pelo menos 15 raças de cães diferentes num raio de 50 kms. E não para aqui – a contagiante “Kiss You”, a faux roqueira “Rock Me”, “Live While We’re Young” e os seus enfáticos ohohohoh de fundo – a grande parte do material em bagageira é feito à medida, numa fábrica, se calhar, para encher os ouvidos do amante de pop comercial, embora, decididamente, sem grande audácia ou originalidade.

A efusão não podia durar durante uma hora e meia seguida, daí que após a lesão na perna de Liam Payne e consequente obrigação de permanecer sentado com esta em gelo, os ânimos animem ligeiramente, sem antes chamar pelo nome do coitado em jeito de apoio, ao qual este se desfaz em sorrisos. De facto, o ruído dos berros constantes desce para metade, talvez pela compreensão coletiva de que se ouve melhor assim, tal brilhante epifania/telepatia, ou simplesmente porque parte da plateia está demasiado absorta para querer interromper o que passa à frente dos olhos. Momento perfeito para a super balada tripartida “Little Things”, “Moments” e “Strong” – ‘estrong’, diz Niall, fletindo os bíceps - tomadas que nem mel. Na reta final, não podiam faltar “One Thing” e “What Makes You Beautiful”, super êxitos primordiais na curta carreira dos One Direction, “You and I” dá espaço para Zayn Malik lançar um falsetto gigante e “Best Song Ever” fecha a noite.

É muito estranho sair de um concerto e estar rodeado de pessoas a chorar por não terem conseguido aguentar a emoção deste mesmo. É ainda mais bizarro ver adolescentes a segurar em parafernália coberta da cara das pessoas que estão em palco, incluindo almofadas, como se fossem posters ou cartazes, provoca uma intensa sensação de dejá vu. Pode parecer uma experiência social, mas é pelo menos parte libertação de pulsões interiores: é este o efeito de uma boys band – e por alguma razão é que ainda não estão extintas.


 

Atualizado em 21-07-2014

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Reportagem Miley Cyrus em Portugal

Numa das noites mais quentes deste ano, no passado dia 14 de Junho, Miley Cyrus passou pelo MEO Arena, muito longe de completo, estando parte do recinto vedado, para mostrar aos portugueses de que é feita a controversa Bangerz tour.

Vamos desmistificar: Não é, de todo, o que estamos à espera. Entre bailarinos de todos os tamanhos e cores (literalmente) e línguas que são escorregas, bem como carros, cachorros quentes voadores, muito bling, swag, disclaimers que advertem para polémicas e ordinarices da cantora,  foguetes, sexualização, línguas de fora e chuvas abundantes de dinheiro como o caso de “Love Money Party”, Miley não deixa de fora a criança que ainda existe dentro dela, estando nas suas projeções múltiplas histórias com desenhos animados, porém cobertos de innuendos e deixados à interpretação de cada um.

Contudo, esta noite não deixava de ser especial porque foi a data escolhida para ser gravado o DVD de Bangerz tour, que de certa forma prejudicou todo o desenrolar do concerto, chegando ao ponto de maçador, por exemplo, nas repetições de “#GETITRIGHT” e “On My Own”.

Cyrus tem voz mas, para já, pouco trabalho para mostrar. Com um alinhamento centrado em Bangerz, o seu terceiro álbum já liberta de Hannah Montana, a personagem que a tornou famosa, intercalou-o com covers de uma panóplia de artistas, contemplando The Beatles e “Lucy In The Sky With Diamonds” gravada com os The Flaming Lips, Bob Dylan com “You're Gonna Make Me Lonesome When You Go”, “There’s A Light That Never Goes Out” dos The Smiths, que devido a uma (clara) diferença de idades não se ouviu muito alarido. Porém, foram versões da clássica “Jolene” da madrinha Dolly Parton, “Summertime Sadness” de Lana Del Rey ou uma “Hey Ya” dos Outkast extremamente irreconhecível e sem grandes abanos, que levaram a arena lisboeta ao rubro.

Um público predominantemente jovem e separado de pais que optaram por um lugar nas sombras do recinto, Miley agrada a miúdos e graúdos, apesar de não ser suficiente para esgotar grandes arenas, como o caso português, que arrastou aproximadamente 14.000 pessoas ao Oriente ou 12.000 ao Palau Saint Jordi em Barcelona.

No entanto, uma coisa temos que louvar em Miley Cyrus: a capacidade de gozar consigo mesma e uma voz eficaz, que de certa forma, se perde neste tipo de registo.

Percebe-se aqui, então, o trabalho da imprensa em promover uma tournée como polémica e escandalosa, quando na realidade não passa de uma espécie de brincadeira narcisista de Destiny Hope Cyrus com os seus amigos e fãs, onde insiste em se despedir de um passado inocente e se afirmar na selva da indústria musical através de uma via fácil, tendo a sua atitude e o novo álbum a colocado num patamar de destaque nunca pelas melhores razões.

Para o fim, geralmente, fica reservado o melhor e são os três singles mais importantes da carreira de Miley que são extravasados. “We Can’t Stop” colorida e com direito a animais dançantes, uma “Wrecking Ball” emotiva e por fim, num segundo encore, “Party In The USA” a mais divertida canção de Cyrus, que faz questão de homenagear as suas origens e trazer o Mount Rushmore e a Estátua da Liberdade aos palcos da MEO Arena, despedindo-se com uma chuva (mais uma) de confettis em tons de vermelho, azul e branco.

Foi um concerto que esteve à altura do prometido? Não, pois saímos com um vazio e uma desilusão nos rostos, mas damos o benefícios da dúvida a Miley enquanto entertainer, que é certamente uma capacidade que circula no sangue da família Cyrus.

Atualizado em 17-06-2014

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