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Reportagem Sharon Jones & The Dap Kings

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Metronomy no NOS Alive 2015

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Foto-Reportagem Placebo no Coliseu dos Recreios

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Vodafone MexeFest 2014

Artigos

Reportagem Sharon Jones & The Dap Kings


Em Portugal pela quarta vez, Sharon Jones e os seus Dap-Kings voltaram a dar um concerto magnífico, desta vez numa Aula Magna praticamente lotada. Mas o espetáculo que encerrou uma extenuante digressão europeia foi acima de tudo um momento de celebração de uma vencedora com alma renovada que, após ter fintado um cancro, prossegue a sua missão: através da música (com raízes no soul dos anos 60 e inícios de 70), dar às pessoas aquilo que elas querem.

Na bagagem trouxeram «Give the People What They Want», o sexto disco em doze anos de carreira. Terá sido quase um ato de exorcismo a decisão de tocar quase na íntegra o “álbum da doença” (assim batizado pela própria artista), não tivesse o início das gravações ficado ensombrado pelo falecimento da sua mãe e o final coincidido com um diagnóstico de cancro no pâncreas, que os obrigou a adiar o lançamento do álbum para este ano.

Ao contrário do que estava previsto, não houve primeira parte do italiano Luca Sapio & The Dark Shadows. O aquecimento esteve por isso a cargo dos próprios The Dap-Kings, a banda que atingiu a ribalta após a participação nas gravações do famoso álbum «Back to Black» de Amy Winehouse, a convite do produtor Mark Ronson. O talentoso conjunto - conhecido por abdicar de tecnologias digitais tão em voga na cena R&B atual, para assim melhor resgatar o espírito old-school da música soul – apresentou-se com dois saxofonistas, um trompetista, um tocador de bongos/congos, um baterista, dois guitarristas e um baixista convidado (que substituiu Bosco Mann, que também é produtor e compositor da banda).

À passagem das 22:00, o guitarrista Binky Griptite assumiu os comandos, prometendo surpresas e convidando todos os presentes a levantarem-se das cadeiras para dançar. Após um tema instrumental com funk ao estilo de James Brown, o protagonismo foi entregue às “Dapettes” Saundra e Starr – dueto responsável pelas (poderosas) vozes de apoio - que deram a conhecer três canções do álbum de estreia que será lançado em breve, com destaque para a promissora «Hot Shot».

Até que, numa introdução ao estilo dos anos 60, Griptite deu o mote: “Ladies and gentlemen, are you ready? Please welcome the star of our show, Miss Sharon Jones!”. Sob uma chuva de palmas, uma mulher de palmo e meio com pernas musculadas irrompe pelo palco, balanceando-se num elegante vestido branco com aplicações prateadas e sapatos de salto a condizer. A mulher que agora temos à nossa frente enfrentou com determinação não só as agruras de um recente passado de doença grave, mas também doutro mais longínquo, numa altura em que a dificuldade de afirmação no mundo da música a levou a ser guarda prisional. Não admira que um dos seus álbuns tenha o apropriado título «I Learned The Hard Way». A propósito, diga-se que ontem o único aspeto a lamentar (para além de algum exagero nos sons agudos) foi o facto de o alinhamento não ter incluído a magnifica canção que deu nome a esse álbum, nem a excelente cover «This Land is Your Land» (incluída no disco «Naturally» de 2005).

Abriram a todo o gás com «Retreat» e «If You Wait», com Sharon Jones entretanto a confessar que estava aliviada por ser o último espetáculo da tour europeia (25 noites praticamente consecutivas não é para muitos!) mas ao mesmo tempo prometendo muita energia e festa. Assim foi. Em «He Said I Can» convidou João, o primeiro de muitos espetadores que ao longo da noite dançariam com ela no palco. «People Get What They Deserve» teve direito a prolongamento, no qual um furacão chamado Sharon Jones nos ensinou vários estilos de dança (com nomes tão curiosos como Boogaloo, Jerk, Swim, Mashed Potato ou Funky Chicken).

Por essa altura já não havia ninguém sentado e muitos tinham deixado os seus lugares para ocupar os corredores do anfiteatro. «Slow Down, Love» chegou na altura certa para todos recuperarem o fôlego, embora por pouco tempo. Após «Long Time, Wrong Time», tempo para novas surpresas. Sharon pede seis dançarinas voluntárias mas o entusiamo era tal que foram cerca de vinte a subir a um palco transformado em pista de dança, para um momento de pura diversão. Seguiu-se uma versão de «Every Beat of My Heart», com Sharon a trocar os seus 58 pelos 18 anos que Gladys Night tinha quando gravou o tema. Depois, a provocante «You’ll Be Lonely» serviu de pretexto para mais uns passos de dança com outro espetador.

Decorrida uma hora de espetáculo, chega o momento mais emocionante e dramático da noite. Sharon Jones lembra que «Get Up and Get Out» passou a ter um significado totalmente diferente depois de ter superado o cancro. Depois de ter imitado a voz e o gingar de Tina Turner (com quem tem em comum o facto de ter começado como cantora gospel no coro da igreja), descalçou-se e recriou a letra da música para contar-nos, de forma desabrida mas sem qualquer vitimização, as tormentas por que passou: o hospital, os tubos em todo o corpo, o espelho que um dia olhou e cujo reflexo não lhe agradou, a fotografia já sem cabelo que colocou no Facebook e que motivou inúmeras mensagens de carinho dos seus fãs. “Tonight I’m happy because… I’m happy! I’m still me”, gritou a plenos pulmões, antes de agradecer o apoio da banda que nunca a deixou desistir. Arrepiante, sem dúvida.

Despediram-se com «100 Days, 100 Nights», o vibrante clássico de 2007 que serviu para Sharon apresentar cada um dos membros da banda. Para o encore reservaram «Stranger to My Happiness», com a voz de Sharon a lembrar Aretha Franklin. Em tom de festa, ainda houve tempo para a cantora mostrar quão exímia é na interação com o público, ao desafiar os fãs para um meet & greet e permitir selfies com algumas pessoas da primeira fila que se tinham abeirado do palco. Quase a dobrar os 60, Sharon Jones continua a ser um animal de palco com um vozeirão e uma energia inesgotável que não a deixa parar um segundo. Ao vê-la sacudir o corpo daquela forma tão contagiante, custa acreditar que há precisamente um ano se encontrava entre a vida e a morte.

Quem esteve ontem na Aula Magna, ou quem já assistiu a um concerto de Sharon Jones & The Dap-Kings, sabe que ao vivo as canções tornam-se mais cativantes e festivas, ganhando uma dimensão que transcende largamente o trabalho de estúdio. Porque neste caso não é o público que puxa pela artista, é a artista que impulsiona a plateia e a convida a participar na farra. Quem ainda não a conhecia, decerto que terá ficado rendido ao seu enorme talento.

Obrigado Sharon, pelo teu exemplo de garra, perseverança e desmesurada paixão. E sobretudo por quase duas horas de música feita com uma alma tão intensa, que tem o dom de salvar vidas. Foi um domingo inesquecível.


Atualizado em 26-11-2014

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Reportagem Guano Apes em Portugal

Desde o início da sua carreira que os Guano Apes são presença assídua em Portugal e mais de 15 anos passados desde a edição do seu primeiro disco “Proud Like a God” (1997), eles continuam a ter fãs bastante fiéis.E foi por aí que eles começaram o concerto, abrindo as hostes com “Carol and Shine”, a primeira música do álbum “Proud Like a God”, seguiu-se a potente “You Can't Stop Me” com Sandra Nasic a puxar pelo público.

Depois do ambiente aquecido é tempo de mostrar “Fake”, do novo álbum “Offline” (editado em Maio deste ano). Uma música mais pop rock, que não aqueceu nem arrefeceu, mas em compensação, a música seguinte “Sunday Lover” do álbum de 2011, "Bel Air", foi bem mais interessante que em disco.

Deste alinhamento fizeram também parte momentos calmos como “Hey Last Beautiful” e “Fanman”. Voltando ao rock, “Like Somebody”, deste último álbum funcionou bastante bem ao vivo e o público pareceu bastante animado. Mote perfeito para a subida ao palco de Miguel Guedes (vocalista dos Blind Zero), que cantou “Quietly” com os Guano Apes. Depois, foi a vez de Bruno Macedo, na guitarra, e Nuxo Espinheira, no baixo, se juntarem a Miguel e com Sandra Nasic tocarem “I Will Take You Home”, música de "Kill Drama" (o último disco dos Blind Zero).

Com o fim próximo houve ainda tempo para “Numen”, “All I Wanna Do” e “Open Your Eyes” cantada em uníssono e claro, um dos pontos altos da noite, ou não fosse essa música que tornou os Guano Apes numa referência dos anos 90.

Já no encore, 'Close To The Sun' do novo disco e a belissíma “Big In Japan”, um orginal  dos Alphaville ao qual o Guano Apes deram uma roupagem mais rock aquando do seu “Don't Give Me Names” de 2000. Já no segundo encore tivemos a poderosa “Lez” e claro, “Lords of The Boards” a fazer saltar mesmo aqueles que resistiram o concerto todo.

O concerto na Sala Tejo pode não ter estado a abarrotar, longe disso, mas o público composto por maiores de 25 anos era aquele que queria voltar a sentir um pouco da sua adolescência e apesar de os Guano Apes já não tocarem a maioria das músicas velhinhas, a paixão continua lá.

Por isso, mesmo que numa terça-feira à noite, os verdadeiros fãs irão sempre vê-los. Eu confesso que esperei 15 anos para vê-los e saí de lá satisfeita.

Atualizado em 14-11-2014

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Reportagem Lady Gaga no Meo Arena

Quatro anos passaram desde a estreia de Lady Gaga em palcos portugueses e muito mudou entretanto: dois discos lançados, uma cirurgia que forçou a artista a interromper a digressão de 2013 e um espírito renovado face à liberdade - e, consequentemente, restrições - daquilo que lhe é permitido enquanto criadora.

Se na Monsterball Tour nos fora mostrada uma performance inspirada nos moldes e esquemas que delimitam um típico musical da Broadway (presença de uma narrativa repartida por vários actos), com a actuação que trouxe a Lisboa na última segunda-feira, a visão foi distinta.

Com um espectáculo bem mais assente na celebração das canções per se, Lady Gaga pretende agora reforçar a ideia de que a sua extravagância é suficiente para encher um palco. E eventualmente será.

Breedlove e Lady Starlight asseguraram as primeiras actuações da noite, com prestações pouco memoráveis mas invulgares considerando o cenário de antecipação de um concerto pop. Lady Starlight optou por um set preenchido por sonoridades house e techno bem minimal, o que terá deixado boa parte dos presentes quase perplexos. E se outrora este mesmo recinto esteve esgotado para ver Lady Gaga actuar, desta vez o público não aderiu na mesma proporção.

21h e a atracção principal tem início: quando o hipnótico início de ARTPOP começa a soar pela MEO Arena, o público clama e expressa com fervor as boas-vindas a Lady Gaga. De volta, esse público viria a receber, nas duas horas seguintes, um sentimento de admiração retribuída, envolto na desnorteante EDM que inunda a maioria das canções do novo disco. Nos momentos mais calmos, ouvimo-la ao piano e a cantar uma versão de Bang Bang (original de Cher, popularizado por Nancy Sinatra) deixando assente que as capacidades vocais e performativas da artista em questão não se limitam às batidas electrónicas e aos sintetizadores dos seus êxitos mais salientes.

Pontuado por discursos motivacionais sobre expressão criativa, orientação sexual e identidade de género (realçando o machismo da industria discográfica), o alinhamento desta noite enveredou a fundo pelas canções que fazem parte de ARTPOP e por alguns dos sucessos que Lady Gaga assinara noutros discos. 

 
Deixados para trás os trajes requintados, as narrativas e os interlúdios multimédia de outras digressões, esta ArtRave cumpriu aquilo que prometeu: uma autêntica festividade que pretende celebrar, de forma bem garrida, uma comunhão entre artista e fãs

Atualizado em 12-11-2014

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Reportagem John Legend em Portugal

Depois da sua estreia por terras lusas no CoolJazz Fest, John Legend regressou a Portugal com All of Me Tour, uma digressão que se diz mais intimista, com arranjos mais acústicos e a coisa torceu a favor de todos na noite do concerto.

O cantor trouxe a Lisboa o seu à-vontade em palco e contou/cantou a sua história: como tudo começou com ele a ir para Nova Iorque em busca do sonho da música e como se desviou desse sonho, trabalhando num emprego de escritório. Em jeito de conquista, contou como, depois do trabalho, ia para o estúdio e lá ficava durante horas a aperfeiçoar as suas canções. A oportunidade acabou por surgir com colaborações com Lauryn Hill, Alicia Keys e Kanye West.

Legend ao piano, posicionado de lado no palco, deu ao mar de luzes azuis aquilo que elas mais queriam. No arranque do concerto, com o Meo Arena quase esgotado e pronto para ser levado para  Manhattan, para os confins da música de John Legend, o cantor trouxe Made To Love, o 2.º single do álbum de 2013, Love in the Future. Depois vieram Tonight, que, inicialmente, teve a colaboração de Ludacris, Used to love U, 1.º single do álbum Get Lifted de 2004 (o primeiro álbum de John Legend), Number One, originalmente cantada com Kanye West, e Maxine, do álbum Once Again de 2006. Esta última música foi dedicada à sua avó que, em criança, o havia ensinado a tocar piano, numa altura em que a sua família estava ligada ao Gospel, algo que o cantor recordou com bastante carinho.

Durante o concerto, o público teve ainda direito a Again, P.D.A. (We Just Don't Care), uma das suas músicas mais conhecidas (e que levou o Meo Arena a cantá-la em coro) e duas versões de temas de Michael Jackson (Rock With You) e Johnny Cash (Bridge Over Troubled Water). You & I (Nobody In The World) e Ordinary People, do álbum Get Lifted, foram dois dos pontos altos da noite, com John Legend a dar o seu melhor e a corresponder às expectativas do público que o foi ver.

Claro que o melhor chega no fim e, já no encore, Legend toca All Of Me, música escrita para a sua esposa, que foi acompanhada em uníssono e registada por um mar de telemóveis reluzentes que balançavam ao ritmo da música. É certo que este concerto foi um momento especial, mas ficamos com uma dúvida: se este foi um espectáculo intimista, como será John Legend no seu outro registo?

 

Atualizado em 14-11-2014

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Foto-Reportagem Placebo no Coliseu dos Recreios


Os britânicos Placebo actuaram no passado dia 4 de Novembro no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. A banda liderada por Brian Molko apresentou o sétimo álbum de estúdio, “Loud Like Love”, editado no passado mês de Setembro.

A primeira parte ficou a cargo dos espanhóis Oso Leone e na bagagem trouxeram "Mokragora" o segundo álbum da banda editado em Março de 2013.

Fica com as fotos do que por lá se passou:

 

 

Atualizado em 06-11-2014

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