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Festivais de Verao 2012 - Muito mais que música...

28 Maio

Made Out

O Festivais de Verão em parceria com a Made.Out tem para te oferecer 5 convites duplos para o Made.Out Green Energy Lisboa que vai decorrer no Centro Cultural de Belém a 4 de Junho. 

As Festas MADE.OUT Green Energy marcam este ano o calendário de verão e prometem pôr o país “a mexer” para gerar energia: 4 de Junho em Lisboa, 2 de Julho em Alcobaça e 30 de Julho em Portimão.

A primeira festa Heineken MADE.OUT Green Energy, realiza-se já dia 4 em Lisboa, no Centro Cultural de Belém, e contará, com a presença de Junior Jack & Kid Creme, pela primeira vez em Portugal. Louie Austen, Keemo, Lifelike, Social Disco Club e Xinobi também estarão presentes.

Brevemente mais passatempos para as restantes festas!

24 Out


Jur11Mais uma noite do festival Jameson Urban Routes, que já conta com cinco edições, na qual fomos presenteados com uma noite promissora: os portugueses Throes + The Shine abriram o palco do Musicbox, seguidos pelos muito esperados HEALTH, numa noite explosiva de qualidade musical. No entanto, se o cartaz era apetecível, não foi total a comparecência dos portugueses na sala da baixa lisboeta. Sinais da crise, possivelmente.

Comecemos com os grande entertainers da noite: os The Throes + The Shine, com a sua ultra fórmula especial, transformaram o Musicbox numa sala de dança, durante pouco mais de meia hora. Uma combinação e aliança algo improváveis, se podemos afirmar: por um lado, os The Throes, atiram-se de cabeça num rock puro e duro electrificante, por outro, os The Shine trazem os ritmos e versos do kuduro de Angola aos lisboetas. Se em papel certamente soa estranho, ao vivo a conversa é outra, pois os dois géneros musicais funcionam de forma excelente, sempre em harmonia. O público também foi facilmente convencido, guiado por Diron Romão e André do Poster, os dois vocalistas que nunca paravam, nem deixavam parar. Um público bem entusiasmado que dançou bué e até "cuiou" é sempre bom sinal e, depois da actuação bem conseguida no festival Milhões de Festa, estes audazes rapazes bem podem dizer que a missão, no Musicbox, foi cumprida.

Uma boa primeira parte geralmente antecede uma excelente segunda parte, e nesta noite, não houve excepção. Ora, os HEALTH de Los Angeles são tudo menos entertainers, mas o que lhes falta em interacção com o público, compensam com a sua música: é uma descarga destrutiva de noise rock bem intercalado com o electrónico que gerou o caos no público. "Nice Girls" é o primeiro tema escolhido e a distorção barulhenta é tanta que se sente no estremecer do peito e dos ouvidos, apenas suavizadas pela voz etérea de Jupiter Keyes. Assim, lança-se a euforia dos portugueses.

Não são estranhos a Portugal, já tendo passado pelo Santiago Alquimista no passado ano, no entanto, a qualidade das suas performances nunca é diminuta. A experiência e a técnica no manuseamento dos seus instrumentos, especialmente a bateria infecciosa de BJ “SexFace” Miller, impressiona e é certamente a base dos concertos dos HEALTH. São estóicos, mas balanceiam-se ao som das músicas: o baixista John Famiglietti parece impenetrável ao bambolear os seus longos cabelos, e é, definitivamente, uma enorme presença em palco, tanto literal como figurativamente. Numa noite recheada de momentos memoráveis, o primeiro foi certamente a versão de "Crimewave", mas "Die Slow", "Death+" e "Triceratops" não desiludiram, sendo catalisadores de uma turbulência crescente no público. Sim, porque euforia nunca lhes faltou, recorrendo ao crowd-surfing e mosh controlado para fazer do concerto dos americanos uma autêntica festa – juntou-se até Famiglietti, já em "USA Boys", que se lançou para os portugueses como adorado entre os adoradores.

"Courtship" marcou o final de um concerto explosivo, mas marcou também a impressão de uma crescente qualidade musical na banda de Los Angeles. Com ::Disco2 e até com Get Color, os HEALTH encontram-se mais definidos, mais concentrados na melodia e na estrutura dos temas, e arriscamos mesmo a dizer mais calmos qb – é certamente uma mudança que se aplaude entusiasticamente.


Espera-se, então, um rápido retorno para uma repetição do noise rock no seu real expoente máximo.



Texto: Teresa Silva

13 Dez

rockinrio

Foram hoje anunciados mais quatro nomes para o festival Rock in Rio Lisboa: Lenny Kravitz, Maroon 5, Ivete Sangalo e Expensive Soul.

A actuação de todos estes grupos será no dia 1 de Junho no Palco Mundo, completando o cartaz para este palco neste dia. 

Estes nomes juntam-se assim aos já confirmados Bruce Springsteen e Xutos & Pontapés.

O Rock in Rio Lisboa 2012 irá decorrer nos dias 25, 26  de Maio, 1, 2 e 3  de Junho no Parque da Bela Vista em Lisboa. Os bilhetes exclusivos para este dia vão ser colocados à venda já no dia 16 de dezembro, dando a possibilidade dos interessados os adquirem ainda a 58 Euros, já que com o aumento do valor do IVA a partir de 1 de janeiro de 2012 passarão a custar 61€.

Cartaz Rock in Rio Lisboa 2012

14 Dez

logoops2012

Depois do rol de confirmações para o Primavera Sound espanhol, a edição do Porto ficou hoje a saber que irá partilhar os americanos The Afghan Whigs.

A banda de Greg Dulli que no último ano passou por Portugal a solo, chega até ao Porto, com a sua extensa e atribulada carreira em riste, depois do seu renascimento para o último ATP. 

 

O Festival Optimus Primavera Sound realiza-se de 7 a 10 de Junho de 2012, no Parque da Cidade na Cidade do Porto.

Cartaz Optimus Primavera Sound 2012

15 Dez


Every Time I DieFoi na passada terça-feira (13/12/2011) a estreia absoluta dos nova-iorquinos Every Time I Die em Portugal. A banda é há muito tempo uma das referências mais marcantes e carismáticas no rock pesado do novo milénio, a remar contra a corrente emo com a rijeza típica do sul dos EUA. Apresentaram-se finalmente num Santiago Alquimista bastante cheio pela mão da Oh Damn! Productions.

Vera CruzOs franceses Vera Cruz, banda de abertura, podem ser um pouco style over substance mas é fácil de perdoar, quando o estilo é tanto. A energia em palco foi provavelmente a mais implacável da noite, com o vocalista (brilhantemente apelidado de Black Flav na página da banda no Facebook) a ocupar a clareira em frente ao palco e a preenchê-la com a fúria de quem quer a todo o custo justificar a viagem até Lisboa. Mesmo com o relativo desconhecimento da parte do público, a dinâmica com que o hardcore dos Vera Cruz foi despejado não se perdeu ao longo dos 30 minutos do concerto. Esta força vai com certeza recompensá-los com novos seguidores.

Hills Have EyesPreparados para lançar o segundo álbum estão os Hills Have Eyes, de Setúbal. Embora já andem a dar cartas desde meados da década passada, a banda ganhou sem dúvida uma nova vida com o álbum de estreia Black Book, de 2010. Para o comprovar está o alinhamento do concerto de hoje, todo ele em torno deste álbum e do segundo álbum Strangers, a ser lançado em 2012. À formação actual, que integra ex-membros de Twentyinchburial e One Hundred Steps, juntou-se para este concerto o Vitor Teixeira, dos Before The Torn, na guitarra. Hills Have EyesO público, já mais aconchegado à frente do palco, acompanhou com emoção os temas mais fortes de Black Book como “Daydreaming...” e “Hey Hater!”, com os refrões melódicos enormes a surgir no meio de riffs que os próprios Every Time I Die não desdenhariam. No entanto, o tema mais celebrado foi mesmo o novíssimo “Strangers”, o que nos diz não só que é importante investir nos clips musicais, mas também que os Hills Have Eyes continuam a crescer e a chegar a novos públicos.

Every Time I DieCom a entrada em palco um pouco adiada por problemas técnicos, foi já a caminho da meia noite que se deu início à banda do dia, com “Apocalypse Now And Then”, tema que abre o álbum Gutter Phenomenon de 2005. Alimentados a Sagres e com muitas semanas de estrada em cima, a actuação dos Every Time I Die teve toda a sujidade e a pujança que se ansiava. Um infeliz degrau numa zona crítica de acção impedia a ocorrência dos circle pits que surgiriam naturalmente em músicas como “Bored Stiff”, por isso o público amontoou-se violentamente junto ao separador de palco, que foi não só uma plataforma de interacção com a banda mas também de stage dive constante. Every Time I DieOs menos corajosos e mais velhos juntaram-se em torno do palco no balcão de cima, o que só ajudou a tornar o concerto ainda mais caloroso. Algumas horas antes, no Curto Circuito, Nuno Silva dos Hills Have Eyes prometeu ao vocalista Keith Buckley que no Santiago Alquimista as pessoas saltavam dos balcões, e assim foi – Keith agradeceu ao público a noite excepcional, dizendo que estavam a ver muitas coisas “fixes” pela primeira vez. Em momentos incendiários como os singles “Ebolarama”, “We'rewolf” e “Floater”, a fechar a noite, o público deu trabalho e irritações aos seguranças, que foram afastados do palco pela banda desde o princípio. Talvez se esperasse um concerto mais longo de uma estreia tão aguardada, mas há voos para apanhar e aulas no dia seguinte.


Fica, como sempre, a esperança de um regresso em breve, num recinto que obrigue a que se desçam as escadas e se levem uns estalos de amizade.




Texto: Bernardo Pereira
Foto: Raquel Silva


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