DIAMANDA GALÁS
SACERDOTISA DE INTERVENÇÃO
A sua música é tudo menos fácil. Os temas que lhe estão subjacentes são ainda mais
incómodos.
Há quem a considere mesmo uma espécie de bruxa moderna.
A verdade é que Diamanda Galás é uma das personagens mais controversas e interventivas
da música popular dos últimos anos.
Que, apesar do peso da sua obra, considera que o sentido de humor é essencial...
Diamanda Galás é uma das personagens mais extraordinárias que a música popular produziu
nos últimos anos. Para alguns é também das mais assustadoras e difíceis.
Talvez porque esta americana de origem grega não tenha medo de meter o dedinho nas chagas
mais dolorosas da humanidade. A sua música é de intervenção no sentido mais literal da
palavra, já que em vez de ajudar a encobrir estas feridas e fingir que tudo está bem, o
seu trabalho revolve a podridão da hipocrisia humana em temas como a Sida, os genocídios
étnicos, a religião, a política dos poderosos. Aqueles temas que mais fundo batem na alma
humana, e que inevitavelmente são os que mais assustam, porque tratam de medo e dor.
Com os acontecimentos recentes no mundo, e antes das suas últimas actuações em Portugal,
Diamanda Galás tem muito por onde discorrer.
Nuno Calado - Tradução: Hugo Moutinho - Edição: Jorge Dias
(Mondo Bizarre # 9)
Depois da sua passagem pela Casa da Música no Porto a 18/09/2005 Diamanda Galás
regressa a Portugal em Maiopara actuar nos seguintes dias:
-a 6 de Maio no Theatro Circo de Braga,
-a 8 na Casa da Música - Porto
-a 9 na Aula Magna em Lisboa
para apresentar o novo álbum «Guilty Guilty Guilty»,
o disco apresenta versões de Juliette Gréco, Jacques Prévert,
Edith Piaf e Johnny Cash.
www.diamandagalas.com